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DR. HÉLIO MARTINS COELHO (1926-2008)
Dr. Hélio Martins Coelho

DR. HÉLIO MARTINS COELHO – UM GRANDE HOMEM E SUA FÉ NA CIÊNCIA

No ano de 1926 nascia na Fazenda Bela Vista, localizada em Nova Alvorada do Sul - MS, Hélio Martins Coelho, o homem que fundou e construiu o rebanho que hoje é referência no trabalho de melhoramento genético da raça Nelore – o grupo Genética Aditiva.

Seu pai, o pecuarista Laucídio Coelho, foi um dos fundadores da ACRISSUL - Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul em 1931 e inaugurou o Frigorífico Mato-Grossense S/A (FRIMA), o primeiro do Estado na década de 60.  Pioneiro e visionário, foi reconhecido como um dos homens mais relevantes e empreendedores do Mato Grosso do Sul.

A trajetória da Genética Aditiva começa em 1944, quando Laucídio Coelho acreditou que para obter maior desempenho no rebanho era necessário investir no melhoramento genético animal adquirindo as primeiras matrizes da raça Nelore para alcançar os melhores retornos financeiros na atividade.

Essa filosofia e a aptidão em utilizar tecnologia para impulsionar resultados nos rebanhos foram herdadas por Hélio. Na transição da gestão dos negócios para o filho, Laucídio transferiu também sua experiência de vida através de alguns bons conselhos: dar tempo ao tempo, manter a calma e usar do talento para identificar bons negócios; ser objetivo, deixar o que ficou para trás e fazer o melhor para o futuro.

Dr Hélio Coelho e seus pais Laucídio Coelho e Lúcia Martins Coelho

Hélio graduou-se em 1949 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, e, após um período de trabalho nos Estados Unidos, retornou ao Brasil em 1956, acompanhado de sua esposa Cynthia Folley Coelho, americana de Larchmont/NY e seus filhos. Estabeleceu-se em São Paulo onde permaneceu no exercício da medicina até 1965.

Entre 1956 a 1965 ocupou as seguintes posições na Escola Paulista de Medicina e Hospital São Paulo em São Paulo (SP):

1- Professor Assistente no departamento de Clínica Cirúrgica, setor de Cirurgia Vascular;

2- Fellow em tempo integral “geográfico” no convênio Rockfeller Foundation – Escola Paulista de Medicina;

3- Consultor em Angiologia dos seguintes Departamentos: Clínica Médica,
Dermatologia, Ginecologia e Obstetrícia.

Durante esse período, Dr. Hélio apresentou e publicou numerosos trabalhos em revistas médicas e capítulos em livros didáticos.

Retornou a Campo Grande com a família em 1965 e, a partir daí, além de atuar nas áreas de hotelaria e empreendimentos imobiliários, a agropecuária passou a fazer parte constante de sua vida ao lado da medicina.

Dr. Hélio Coelho

Entre os anos de 1979 a 1981 exerceu o cargo de Presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul). Durante seu tempo na entidade, foi responsável pela organização da 42° e 43° Exposição Agropecuária de Campo Grande/MS (Expogrande) e criação da Reunião Jantar (REJAN), evento realizado semanalmente, sempre às segundas-feiras, no qual os produtores se encontravam para um jantar com uma palestra técnica.

Em 1970 foi nomeado Professor da Clínica Cirúrgica na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Coordenador do curso de Medicina. Organizou e instalou o terceiro, quarto e quinto ano do currículo. Para o quarto e quinto ano montou o ensino prático pelo sistema de rodízio: Aluno x Professor por períodos de 2 a 6 semanas, semelhante ao que era feito na América para estudantes do último ano, internos e residentes.

Nos anos de 1989 a 1995 foi Presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, na qual, entre outras ações realizadas, instituiu o evento anual denominado Encontro de Tecnologias.

No início da década de 80, ao herdar parte dos animais do renomado criatório LS, buscou também genética de outros rebanhos para compor seu plantel e dar seguimento na atividade. Nas Fazendas Remanso, Cadeado e Passa Quatro, em Rio Brilhante/MS (1980) e também na Fazenda San Francisco, em Miranda/MS (1984), foi pioneiro implementando projetos de arroz irrigado com sistema de preservação da água em barragens, já demonstrando a personalidade inovadora e à frente de seu tempo, que foi a tônica de toda sua gestão, buscando e colocando em prática novas tecnologias que tivessem o potencial de aumentar os resultados nos seus rebanhos e lavouras.

" O Dr. Hélio Martins Coelho, um homem de visão, com muita capacidade de argumentação e liderança, sobressaía-se junto à sociedade e ao meio rural. Dar seu nome ao Centro Tecnológico renova e reforça o peso do efeito fundador, pela inteligência, pela visão e pela capacidade de trabalho e de inovação tecnológica que ele tinha. "

Antônio do Nascimento Ferreira Rosa
Pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte da Embrapa MS

Seguindo nessa linha, em 1982 foi firmada a primeira parceria com o Centro Nacional de Produção de Gado de Corte (EMBRAPA – CNPGC), aproximando a pesquisa ao campo ao fazer parte de um programa de melhoramento genético através de cruzamento industrial com diversas raças, na qual foram utilizadas biotecnologias reprodutivas, delimitação de estação de monta e descarte de vacas que não cumpriam sua função de produzir um bezerro ao ano ou que entregavam bezerros abaixo do critério desejado. O passo subsequente ocorreu em 1986, iniciando o confinamento de bovinos na Fazenda Remanso, em Rio Brilhante – MS. O projeto teve coordenação inicial do Dr. Antonio do Nascimento F. Rosa, passando para o Dr. Paulo Roberto Costa Nobre em 1983 e para o Dr. João Cândido Abelha Porto a partir de 1986, com a participação dos Doutores Sérgio de Mattos e Geraldo Figueiredo na realização das avaliações genéticas. Mais informações sobre este trabalho podem ser encontradas clicando aqui (link para o relatório do Dr. Antonio Rosa e artigos relacionados).

Os resultados encontrados neste projeto colaboraram para o desenvolvimento de sistemas de produção para abate de animais jovens com níveis adequados de acabamento de carcaça e com carne de boa qualidade. Esses dados foram considerados, juntamente com dados de outras fazendas participantes, na elaboração do Programa Novilho Precoce de Mato Grosso do Sul, criado em 1994, e do Programa Embrapa Carne de Qualidade, lançado em 2000.

O rebanho Nelore PO, que havia sido mantido para servir como grupo controle do projeto, obteve resultados que o estimularam a fomentar o seu próprio rebanho de seleção. Assim, a transferência das matrizes registradas para a Fazenda Canaã, em Terenos (MS), marcou a mudança da empresa familiar “Hélio Coelho e Filhos” para o grupo “Genética Aditiva”, nome definido pelo próprio Dr. Hélio a partir das inúmeras conversas sobre melhoramento genético que tinha com seus amigos pesquisadores, por significar que de geração a geração se obtém ganhos aditivos.

Para ele, não era a beleza racial que importava, e sim a produtividade – em suas próprias palavras, “sem comparação não se pode avaliar evolução”. Com isto em mente, para dar continuidade ao trabalho de seleção do Nelore, do Pardo Suíço Corte e do Composto Montana, em 1991 foi em busca de um programa para avaliar seus rebanhos. Na época, a Embrapa não dispunha de um programa de avaliação de rebanhos e apenas realizava avaliação nacional de Touros, o que o levou a associar-se ao Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore (PMGRN), da USP, atualmente conhecido como Programa Nelore Brasil e conduzido pela Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP). Desde então, este é o programa que norteia a tomada de decisões no processo de seleção do rebanho.

Simultaneamente ao ingresso no PMGRN, adotou também o uso de touros próprios em novilhas e vacas de primeira cria, a inseminação artificial em 100% das matrizes e a transferência de embriões (TE), aspirando e multiplicando as fêmeas que apresentavam avaliação genética superior.

Os resultados das ações pioneiras começaram a demonstrar seus frutos quando, na estação de monta de 1999, em mais um movimento ousado, desafiou as novilhas da safra de 1998 para identificar precocidade sexual obtendo médias extraordinárias de prenhez e taxa de reconcepção de aproximadamente 85% na categoria das primíparas. Baseando-se na ciência e mirando no aumento do progresso genético através da redução do intervalo de gerações, definiu que as novilhas fossem inseminadas de touros jovens que fossem destaque na safra, preconizando a característica precocidade sexual, que se tornaria a bandeira do trabalho de seleção da Genética Aditiva.

" Falar da pessoa do Dr. Hélio Coelho, médico de formação e Geneticista de coração, leva-me a muitas recordações, abençoado por Deus, com uma inteligência rara, criativo, inspirador nato, e amava as novas tecnologias. Deixou um grande legado familiar e para a pecuária nacional. Do amigo, para sempre, Raysildo Lôbo. "

Raysildo Barbosa Lôbo
Presidente ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores)

Cabe aqui uma frase, muito bem lembrada por seu genro, Geraldo Paiva, que Dr. Hélio repetia incansavelmente a todos com quem convivia e trabalhava, e que reflete perfeitamente sua personalidade visionária, servindo de inspiração para o título deste artigo: “Melhoramento Genético é um trabalho de Fé”. A Fé à que Dr. Hélio se referia, era a fé na Ciência, pois, segundo ele, “ás vezes seus olhos podem te levar pelo caminho errado, portanto a fé muitas vezes tem que ser maior que a impressão que os olhos nos passam”.

Em 2003, a Genética Aditiva foi realizadora do 1º Leilão de Touros Avaliados do Mato Grosso do Sul. Curiosamente, Dr. Hélio nunca tinha planejado vender touro, seu objetivo principal era ter o melhor rebanho de produção do Brasil. Ao seguir seu lema “Não se faz um bom touro sem ter uma boa mãe”, estabeleceu ao longo dos anos o padrão de qualidade que até hoje é preconizado na base de matrizes Genética Aditiva e que atualmente posiciona o criatório exatamente onde seu idealizador sonhou no mercado de genética Nelore.

Dr. Hélio faleceu em São Paulo (SP), no dia 05 e novembro de 2008, deixando um grande legado para a pecuária brasileira. O enterro foi em Campo Grande (MS).

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