Helio Coelho, herdou de seu pai a aptidão de utilizar tecnologia em suas atividades. Suas formações culturais, inclusive com residência nos EUA (1950/1956), o estimularam, a sempre que surgissem oportunidades de experimentos, quer fossem na melhora de seu rebanho, quanto no sistema de produção.
Na década de 80, mantivemos várias parcerias como o CNPGC – Embrapa, na área de alimentação, manejo, genética e sanidade. Dentro destes trabalhos foram realizados, um trabalho de cruzamento industrial sob a supervisão do Dr. Candido Porto, e um trabalho orientado pelo Dr. Sergio Matos e Geraldo Figueiredo, na raça Nelore na fazenda, utilizando a avaliação genética baseada no modelo touro.
O programa consistia inicialmente nos seguintes princípios:
- Delimitação de uma estação de monta de apenas 90 dias (dezembro, janeiro, fevereiro);
- Todas as vacas eram obrigadas a produzir 1 bezerro /ano, caso a mesma não emprenhasse amamentando ou perdesse a cria, seria automaticamente descartada e por fim, descarte de 8 a 10% das matrizes que produzissem os piores bezerros.
Em 1991, aderimos ao Programa de Melhoramento Genético Nelore Brasil (PMGRN) – USP, quando adicionamos às exigências até então implantadas:
- Utilização de Transferência de Embriões nas vacas avaliadas de destaque;
- Utilização de touros próprios em novilhas e vacas de primeira cria;
- Utilização de Inseminação Artificial em 100% das vacas, da segunda parição em diante, sem abrir mão das exigências anteriormente implantadas.
A partir de 2000, passamos a desafiar novilhas de 11 a 14 meses em estação de 90 dias, entourando-as com touros jovens, com Dep positiva para precocidade sexual. Temos conseguido, desafiando todas as fêmeas na mesma estação das mães, 30% de prenhez e mais de 80% de reconcepção na 2º cria.